domingo, 14 de março de 2010

Aneurisma da artéria hepática


Os aneurismas da artéria hepática são raros e representam 20% dos aneurismas viscerais. Estas lesões localizam-se freqüentemente na porção extra-hepática e têm dimensões variáveis, raramente menores que 2 cm ou maiores que 10 cm.
Habitualmente, os aneurismas da artéria hepática são detectados na vida adulta, sendo mais prevalentes no sexo masculino (4:1). O sintoma inicial mais comum é a dor no andar superior do abdome, presente em 75% dos casos, podendo preceder em meses a ruptura.
Embora a grande maioria tenha evolução assintomática, consistindo, muitas vezes, em achados diagnósticos incidentais, sua ruptura apresenta elevada mortalidade, com apresentações clínicas dramáticas. Suas causas incluem arteriosclerose, trauma, cirurgia, inflamação, infecção, necrose da camada média, doenças do colágeno,
arterites e anomalias congênitas. O tratamento do aneurisma da artéria hepática tem indicação precisa, devido à freqüência com que pode ocorrer ruptura acompanhada de elevada mortalidade.
Referência:Pinto, L.O. et al.Aneurisma de artéria hepática simulando lesão em cabeça de pâncreas:relato de caso.Radiol bras 2005;38(6):467-470
POstado por: Nara Juliana (Biomedicina 348-6)

Fumo e Aneurisma


O risco de quem fuma ter um aneurisma aumenta significativamente se o indivíduo for portador de certas variantes genéticas comuns. Professores da Universidade de Cincinnati identificaram que as chances de desenvolver um aneurisma intracraniano aumentaram entre 37% e 48% para pessoas que tinham as variantes presentes nos cromossomos 8 e 9.Mas, quando a presença desses genes era combinada com o hábito de fumar o equivalente a um maço de cigarros por dia, o risco aumentava mais de cinco vezes, de acordo com a pesquisa.
O estudo ressalta que o cigarro é a principal causa ambiental de aneurisma intracraniano. De 70% a 80% dos casos de aneurismas ocorrem em indivíduos que fumavam. No estudo, 82,5% dos participantes fumou em algum período da vida.
Aneurismas intracranianos também ocorrem em vários membros de famílias suscetíveis.
Aneurisma é a dilatação irregular de uma artéria que pode se romper ou trombosar. O rompimento pode levar a uma hemorragia do tipo subaracnóidea. Quando isso ocorre, cerca de 40% dos pacientes morrem e a maior parte dos demais experimenta problemas sérios causados por danos ao cérebro promovidos pelo rápido sangramento.
Os cientistas examinaram 406 pacientes de famílias com pelo menos dois casos de aneurisma intracraniano e 392 outras pessoas no grupo de controle.
“É uma mensagem importante para os membros de famílias com casos de aneurisma: se você fumar estará multiplicando a predisposição genética”, dizem. Segundo os pesquisadores, todos os membros de famílias com casos de aneurisma intracraniano deveriam simplesmente parar de fumar.

Referência: www.planetauniversitario.com
Postado por: Nara Juliana (Biomedicina 348-6)

segunda-feira, 8 de março de 2010

PATOLOGIA VASCULAR DA HIPERTENSÃO

HIPERTENSÃO MALÍGNA


HIPERTENSÃO MALIGNA (HM)

Definição

Trata-se de uma complicação grave da hipertensão arterial, caracterizada por elevação importante e aguda da pressão arterial, insuficiência renal rapidamente progressiva, retinopatia com exsudatos, hemorragias e papiledema, culminando com a morte do paciente em poucos meses se não tratada adequadamente. Foi descrita em 1914 por Volhard e Fahr, que reportaram os achados anatomopatológicos renais presentes nessa patologia, como a endarterite obliterante e a necrose fibrinóide de arteríolas renais.


Fisiopatologia

A alteração patológica característica (necrose fibrinóide) depende da intensidade de elevação dos níveis pressóricos. Pacientes com hipertensão arterial crônica, portadores de hipertrofia arteriolar, podem ter menos repercussões de órgão-alvo, possivelmente por uma menor transmissão pressórica ao leito capilar glomerular. Nefroesclerose maligna pode causar insuficiência renal, hematúria e proteinúria. A doença vascular renal leva a isquemia glomerular e ativação do sistema renina-angiotensina, resultando em exacerbação da hipertensão arterial. Biópsia renal revela a necrose fibrinóide em arteríolas e capilares, mudanças histológicas que podem ser indistinguíveis de algumas formas de síndrome hemolítico-urêmica.


Diagnóstico

Ocorre mais frequentemente em pacientes com longa história de hipertensão não controlada ou que descontinuam a terapia. Em pacientes brancos, até 80% dos casos de hipertensão maligna são causados por hipertensão secundária, principalmente se a apresentação ocorre antes dos 30 anos (estenose de artéria renal). Em pacientes negros, a hipertensão essencial é a principal causa de hipertensão maligna (82% dos casos). Até recentemente, o termo hipertensão maligna era empregado para designar hipertensão na presença de edema de papila ao fundo de olho, retinopatia grau IV na classificação de Keith-Wagener-Barker. Hipertensão acelerada significava uma gradação menos grave da maligna, com fundo de olho com hemorragias e exsudatos. Atualmente, ambas devem ser consideradas sinônimos, pois essa diferença específica à fundoscopia não representa diferença no aspecto clínico ou prognóstico. Embora papiledema tenha sido considerado a lesão mais severa, a presença de hemorragia ou exsudato também determina um pior prognóstico, devendo-se intervir de maneira semelhante.


Tratamento

Atualmente, o melhor controle da pressão arterial com tratamento anti-hipertensivo eficaz e o conhecimento de novos mecanismos fisiopatológicos têm melhorado a sobrevida desses pacientes. A HM pode ser considerada urgência ou emergência hipertensiva de acordo com a apresentação clínica. Pacientes que se apresentam no PS com PA elevada e retinopatia grau III a IV (antigamente denominada hipertensão acelerada), sem outros sinais de lesão de órgão-alvo (IC, hipertrofia ventricular, instabilidade hemodinâmica ou perda progressiva de função renal) podem ser tratados como urgência hipertensiva. Entretanto, pacientes com sinais evidentes de lesão de órgão-alvo, principalmente IC descompensada e/ou perda progressiva de função renal, devem ser tratados com anti-hipertensivos parenterais, considerando-se o diagnóstico de emergência hipertensiva.

POSTADO POR: Maria Albertina Deodato de Brito em 08/03/2010 às 22:11

REFERÊNCIA: www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/1459/crise_hipertensiva

CRISE HIPERTENSIVA - COMO SE DESENVOLVE?


A pressão arterial (PA) é igual ao volume de sangue (VS) que sai do coração vezes a resistência periférica que ele encontra ao circualr pelo nosso organismo (PA= VS x RP).O volume de sangue que sai do coração não sofre grandes influências, a não ser em casos especiais de falência do órgão ou excesso de volume sanguíneo circulante, assim a maioria dos casos de hipertensão ocorre por alteração da resistência periférica. O aumento repentino da resistência periférica ocorre pela falta de regulação neurodinâmica dos mecanismos que regulam a pressão arterial.
As situações patológicas que atuam sobre a resistência periférica, podem ter inúmeras origens:
  • neurológicas
  • medicamentosas
  • vasculares
  • drogas
  • secreção excessiva ou inapropriada de hormônios
O QUE SE SENTE?

A crise hipertensiva inicia-se repentinamente e a pessoa pode apresentar:
  • sensação de mal-estar
  • ansiedade e agitação
  • cefaléia severa
  • tontura
  • borramento da visão
  • dor no peito
  • tosse e falta de ar.
A crise é acompanhada de sinais e sintomas em outros órgãos:
  • no rim, surge hematúria, proteinúria e edema
  • no sistema cardiovascular, dor no peito, falta de ar, angina ,arritmia, infarto e edema agudo de pulmão.
  • no sistema nervoso, acidente vascular do tipo isquêmico ou hemorrágico, com convulsões, dificuldades da fala e da movimentação.
  • na visão, borramento, hemorragias e edema de fundo de olho.
POSTADO POR: Maria Albertina Deodato de Brito em 08/03/2010 às 21:58

Referências: www.abcdasaude.com.br/

CRISE HIPERTENSIVA - COMO SE DESENVOLVE?

DOENÇA VASCULAR HIPERTENSIVA



HIPERTENSÃO- A elevação da pressão arterial, que representa um problema de saúde comum com conseqüências generalizadas e, algumas vezes, devastadoras, quase sempre permanece assintomática até uma fase tardia de sua evolução. A hipertensão constitui um dos fatores de risco mais importantes na cardiopatia coronariana e nos acidentes vasculares cerebrais. além disso, pode resultar em hipertrofia cardíaca com insuficiência cardíaca (cardiopatia hipertensiva), dissecção da aorta e insuficiência renal. Os efeitos prejudiciais da pressão arterial aumentam continuamente à medida que a pressão sobe. Não existe nenhum limiar rigidamente estabelecido de pressão arterial acima do qual o indivíduo é considerado sujeito às complicações da hipertensão e abaixo do qual ele esteja seguro. Entretanto, considera-se a presença de hipertensão com pressão diastólica persistente acima de 90 mmHg ou pressão sistólica presistente superior a 140mmHg. Segundo esses critérios, os programas de triagem revelam que 25% dos indivíduos da população geral são hipertensos.A prevalência aumenta com a idade, Os indivíduos negros são afetados pela hipertensão cerca de duas vezes mais freqüentemente do que os brancos e parecem ser mais vulneráveis às suas complicações.A redução da pressão arterial possui efeitos notáveis sobre a incidência e a taxa de mortalidade da cardiopatia isquêmica, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral.

POSTADO POR: Maria Albertina Deodato de Brito, em 08/03/2010 às 21:33

Referências Bibliográficas:Robbins: patologia estrutural e funcional